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Rotativo para carga e descarga!

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O trânsito caótico de Belo Horizonte e suas inúmeras consequências foi tema de debate na reunião mensal do Conselho CDL Hipercentro desta quarta-feira, 16 de outubro, na sede da CDL/BH. O coordenador Jonísio Lustosa recebeu o presidente da BHTrans, Ramon Victor César, representantes de diversos órgãos, como a Polícia Militar e Guarda Municipal e empresários de vários segmentos.


A grande novidade apresentada na reunião, em meio a assuntos já debatidos, como BRT, multas aplicadas pela Guarda Municipal e manifestações, foi a proposta de implantação de rotativo para veículos de carga e descarga. Segundo o presidente da BHTrans, a iniciativa surgiu depois de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que revelou que 80% das demandas de carga e descarga não ultrapassam mais de uma hora.


Ele explicou que, a partir disso, o projeto foi pensado com a criação dos rotativos para esses serviços com uma hora de permanência no máximo para cada veículo. “O objetivo é aumentar o número de vagas nos horários de maior demanda, evitar filas duplas, que atrapalham o trânsito, dar maior rotatividade para essas vagas, e inibir que automóveis utilizem irregularmente essas vagas”, explicou César.


A proposta é fazer um período experimental, podendo, se caso surgir necessidade, alterar esse tempo para um período maior com acréscimo de mais meia hora ou passar para duas horas. O rotativo funcionaria de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h, e sábado de 8h às 13h. As áreas que teriam essa modificação seriam o Hipercentro, Savassi, Região Hospitalar, Lourdes e Assembleia/ Barro Preto. César expos que a mudança seria gradual. “A implantação se daria em cinco etapas, a partir do mês que vem, iniciando pelo Hipercentro, mês a mês, até cobrir todas as regiões”, argumentou César.


O projeto, porém, sofreu forte resistência do consultor da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (FETCEMG), Luciano Medrado, e também do vice-presidente de Comunicação da CDL/BH, Marcos Inecco. Medrado disse que ações pontuais como essas não irão resolver o problema de mobilidade em BH. “60% do nosso tempo gasto em entregas dentro da Avenida do Contorno são gastos procurando estacionamento”, expôs.


Outro ponto questionado por Medrado seria a contraposição da BHTrans para mais uma cobrança. “Qual será a contrapartida do município por mais uma oneração como essa?”, questionou.


O vice-presidente da CDL/BH, Marcos Inecco, levantou também um ponto importante para mais uma cobrança sobre o setor de comércio e serviços. “Atualmente, o valor do talão de rotativo é mais de 25% do preço de um frete para o pequeno varejista”, apontou. Ele pontuou a questão da acessibilidade. “O ponto mais importante para o comércio é o acesso, seja dos clientes ou das mercadorias, e tudo que muda nesse acesso, impacta diretamente no comércio”, concluiu.


Em consenso, uma reunião entre a CDL/BH, FETCEMG, BHTrans e outras entidades, será marcada, que discutirá mais profundamente a questão para que o projeto não seja restritivo e tampouco arrecadatório.


Bráulio Filgueiras

Comunicação CDL/BH