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Linhas de crédito arriscadas

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Os juros do cheque especial subiram novamente em março deste ano e atingiram a marca de 220,4% ao ano, de acordo com os  números divulgados pelo Banco Central. Com isso, a taxa atingiu o maior patamar desde dezembro de 1995 – quando ficou em 242,2% ao ano – ou seja, em quase 20 anos.


 


Os juros cobrados pelos bancos nesta linha de crédito tiveram forte aumento nos últimos meses. No fim de 2013, estavam em 148,1% ao ano. O crescimento, portanto, foi de 72,3 pontos percentuais nos últimos 15 meses.


 


Cartão de crédito


 


Segundo o BC, os juros do cartão de crédito rotativo, que incidem quando os clientes não pagam a totalidade de sua fatura, atingiram expressivos 345,8% ao ano em março – a mais alta de todas as modalidades de crédito. É o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011. O BC tem recomendado que os clientes bancários evitem essa linha de crédito.


 


O consumidor deve tentar evitar ao máximo o uso do cheque especial e do cartão de crédito rotativo por conta das altas taxas cobradas pelas instituições financeiras. Estas são linhas de crédito para momentos de extrema necessidade e devem ser utilizada por um período reduzido de tempo.


 


Segundo um levantamento feito pela consultoria Economatica para a BBC Brasil, apesar da desaceleração econômica, a rentabilidade sobre patrimônio dos grandes bancos de capital aberto no Brasil foi de 18,23% em 2014 – mais que o dobro da rentabilidade dos bancos americanos (7,68%).


 


Consignado, crédito pessoal e veículos


 


No caso das operações de crédito pessoal para pessoas físicas (sem contar o consignado), de acordo com o Banco Central, a taxa média cobrada pelos bancos somou 104,5% ao ano em março, contra 108% ao ano em fevereiro. Nesse caso, houve uma queda de 3,5 pontos percentuais. O patamar de março é o menor desde dezembro do ano passado (101,9% ao ano).


 


Ainda segundo a autoridade monetária, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas operações do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) somou 26,8% ao ano em março – mesmo patamar de fevereiro. É a taxa mais alta desde abril de 2012 (27,5% ao ano). Mesmo assim, essa permanece sendo uma das linhas de crédito com menor taxa de juros do mercado.


 


Segundo o BC, a taxa média de juros para aquisição de veículos por pessoas físicas, por sua vez, somou 24,7% ao ano em março, contra 24,8% ao ano em fevereiro deste ano.


 


(Fonte: G1)