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COPOM mantém taxa de juros em 7,25% a.a.

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Seguindo as expectativas do mercado, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central manteve a taxa de juros básica da economia em 7,25% a.a. A manutenção da SELIC já era esperada, tendo em vista duas questões principais: a possibilidade de pressões sobre o nível de preços, no caso de um corte da taxa de juros, ou o impacto negativo sobre o setor industrial e o consumo, no caso de um aumento, posto que as taxas de juros elevadas aumentam o custo de financiamentos, desestimulando os empresários a investir, bem como os consumidores a consumir. Diante disso, o cenário de manutenção torna-se o mais provável.


 


Os últimos resultados do PIB (Produto Interno Bruto) revelaram um crescimento abaixo do esperado pelo mercado para o ano de ntaram quedas de -2,3% e 0,8%, respectivamente, enquanto apenas o setor de serviços cresceu, com aumento de 1,7% em relação a 2011. Do ponto de vista da demanda, o consumo do governo e o consumo familiar apresentaram crescimento de 3,2% 3,1%, respectivamente, enquanto a formação bruta de capital fixo (investimentos em produção da indústria) caiu -4,0%. Vale ressaltar que tais investimentos em produção são geradores de emprego e aumentam a capacidade produtiva nacional, deixando o país menos dependente de exportações. Estes resultados demonstram a importância de medidas de estímulo ao setor industrial, dado seu fraco desempenho. Neste contexto a manutenção de baixas taxas de juros é fundamental, no sentido de estimular os investimentos e consequentemente impulsionar o crescimento do setor. Juntamente com os juros baixos, o Governo Federal iniciou em 2012 algumas medidas como desoneração da folha de pagamentos e redução da tarifa de energia elétrica, que devem trazer impactos positivos para a indústria em 2013. 


 


O PIB de 2012 também evidencia outro aspecto importante: a importância do consumo familiar para a manutenção do resultado positivo do produto nacional. O crescimento de 3,1% no ano de 2012 é decorrente de uma combinação de taxas de desemprego em níveis baixos (4,6% em dez/12 contra 4,7% em dez/11), rendimentos crescentes (passando de R$ 1.749,45 em dez/11 para R$ 1.805,00 em dez/12), ampla oferta de crédito (crescimento de 16,36% do saldo total de crédito em 2012) e baixas taxas de juros, justificando mais uma vez a manutenção da SELIC no patamar de 7,25%. Com isso, comércio seguirá beneficiado com os efeitos positivos dos estímulos ao consumo interno e continuará sendo um dos principais motores da nossa economia.


2012, apresentando variação de 0,9% em relação ao ano anterior. Pelo lado da oferta, os setores de agropecuária e indústria aprese