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Programa de Voluntariado para a Copa é aberto no país

Atuação Social


 


Acompanhar de perto uma Copa do Mundo é desejo de qualquer apaixonado por futebol. Participar do maior espetáculo esportivo do planeta, então, é um sonho que pode ser realizado por meio do programa Brasil Voluntário, lançado na terça-feira, dia 14, pelo Governo Federal. 


 


As inscrições estão abertas até o dia 6 de março. No ato do cadastramento, por meio do site www.brasilvoluntario.gov.br, o candidato deve ficar atento ao preenchimento de todos os campos. No formulário, é possível indicar a preferência do local de atuação, mas caso a vaga pretendida seja preenchida por outra pessoa o candidato poderá ser selecionado para outra área. Para participar, é necessário ter no mínimo 18 anos de idade (não há limite máximo de idade para participar) e disponibilidade para atuar por pelo menos sete dias, seguidos ou não, além de ter comprometimento com o voluntariado. 


 


O voluntário selecionado irá atuar em pontos de mobilidade, aeroportos, eventos de exibição pública, áreas de fluxo, entorno dos estádios e centros abertos de mídia. Nestes locais, eles darão suporte ao público-alvo de atendimento, como torcedores, imprensa não credenciada, turistas e população em geral. 


 


Além de fazer a gestão do programa em nível local, cabe ao governo encaminhar os voluntários às áreas de atuação e realizar treinamento presencial. O município também irá oferecer capacitação presencial focada em turismo e mobilidade e o transporte para aqueles que atuarem no evento durante o período do Mundial.


 


O voluntariado em Belo Horizonte conta com representantes que apostam na prática como importante ferramenta para a garantia do sucesso do Mundial na cidade. Os tenistas Bruno Soares e Marcelo Melo, melhores duplistas brasileiros no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), são os padrinhos do programa na capital mineira. Os belo-horizontinos, mundialmente conhecidos pela atuação de destaque no mundo do esporte, receberam o convite da Secretaria Municipal Extraordinária para a Copa do Mundo em dezembro do ano passado. A intenção é que os atletas reforcem a promoção da cidade e estimulem o envolvimento da população com o Brasil Voluntário.


 


Bons exemplos


O trabalho como voluntário mudou a realidade de muitas pessoas. Esse é o caso de Elizabeth Silva, de 55 anos. Portadora de esclerose múltipla, Elizabeth é aposentada há dez anos por invalidez. Foi no programa de voluntários do Governo Federal para a Copa das Confederações que a mineira de Belo Horizonte recuperou a vontade de viver. “Há dois anos tive um problema de saúde muito sério em função da doença e resolvi mudar. Fiz a inscrição para ser voluntária e fui convocada. Participei de todos os treinamentos e me tornei líder de equipe. Fazer parte ativamente do evento e poder ajudar as pessoas me deu um novo ânimo. Foi uma experiência maravilhosa. Fiz muitos amigos e me senti útil, coisa que não sentia havia tempos”, comentou. 


 


Sem perder tempo, Elizabeth Silva já começou a se preparar para a Copa do Mundo. “Estou muito ansiosa para a inscrição do programa no Mundial. Fiz cursos de Inglês e de Espanhol voltados para o turismo no Senac. Como Minas Gerais vai ser a sede de Argentina, Chile e Uruguai, estou me aprofundando ainda mais no Espanhol. Fico horas conversando com os meus amigos da Argentina pelo Skype”, contou, com empolgação a voluntária.


 


Com Ronaldo Pereira Lima não foi diferente. Ele percebeu que a Copa das Confederações seria a oportunidade ideal para realizar o antigo sonho de trabalhar na área de promoção e turismo e, para sua satisfação, foi selecionado para trabalhar no Aeroporto de Confins. “Minha vontade era atuar para  ter o primeiro contato com os turistas e dar as boas-vindas da forma hospitaleira que é característica do nosso povo”, disse. Com o término do evento, o senhor de 67 anos, que sempre trabalhou na área de vendas, retomou os estudos e hoje é formado nos cursos de Organização de Eventos e Comunicação e Marketing. O gosto pelo trabalho voluntário intensificou e Ronaldo pretende trabalhar novamente no aeroporto, caso seja selecionado. Sua meta em 2014 é ainda maior, pois quer ser promovido a “coordenador” dos voluntários para passar sua experiência e motivar os jovens inscritos. “Acredito que todos devem dar sua contribuição para a união de todos os povos. A Copa do Mundo é o momento ideal para isso e eu quero que os turistas vejam porque eu amo essa cidade”, afirmou.


 


Importância


O secretário municipal extraordinário para a Copa do Mundo, Camillo Fraga, reforçou a importância do voluntariado como um dos pilares da realização da Copa do Mundo. “Investiremos em uma capacitação de grande qualidade para todos os que escolherem atuar em Belo Horizonte. Será uma experiência inesquecível para os voluntários e os turistas conhecerão a amabilidade do povo mineiro e as muitas qualidades de nossa cidade. Tenho certeza que a cultura do voluntariado será um dos maiores legados que Belo Horizonte ganhará como sede do torneio”, disse.


 


O secretário de Estado de Turismo e Esportes, Tiago Lacerda, destacou a importância do projeto. “Se Belo Horizonte conseguiu atuar com eficiência na Copa das Confederações, devemos agradecer também aos voluntários, que se dedicaram e fizeram da cidade um importante palco da Copa. Para o evento mundial, a expectativa é ainda melhor. Cursos de idiomas e serviços voltados para o turismo estão sendo oferecidos por parceiros do Governo”, explicou o secretário.


Embaixadora de Belo Horizonte para grandes eventos, a doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria das Graças Tavares, também optou por ser voluntária na Copa das Confederações, endossando o coro pela importância do programa. “Esse tipo de chamada para a ação voluntária faz parte do amadurecimento da vivência da cidadania no país. Proporciona um deslocamento da postura de espera pela ajuda de uma instância superior (governo, instituições filantrópicas ou divindades poderosas) para uma posição de agir por si próprio e assumir uma parte da responsabilidade pelo bem comum”, explicou. 


 


A professora destacou também os treinamentos realizados.  “Foi interessante a experiência, a começar pelos cursos a distância. Nos cursos presenciais, pude observar a diversidade das pessoas que se apresentaram para os treinamentos e como tal ação atraiu todo tipo de gente. Também a disponibilidade demonstrada foi surpreendente, pois não é nossa tradição a ação voluntária e a participação interessada”, comentou.


 


Mais informações para a imprensa pelo telefone 3277-1785.