Em que posso ajudar?

WhatsApp
Imprensa -

Empresários apostam na divulgação dos produtos pelas redes sociais para aumentar as vendas no Dia das Crianças, aponta pesquisa da CDL/BH

Sugestão de Pauta

A segunda data comemorativa do segundo semestre promete aquecer as vendas do comércio da capital e os empresários já traçaram estratégias para aumentar o faturamento. Segundo pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) com 300 empresários, no período de 26 de agosto a 12 de setembro, 74,8% dos comerciantes da capital pretendem investir na divulgação dos produtos como a principal alternativa para atrair os consumidores no Dia das Crianças. E o principal meio utilizado para isso serão as redes sociais (Instagram, Facebook e Whatsapp). Para a maioria dos lojistas, essa tem sido a forma mais eficiente para expor os itens e chegar até os consumidores. “As redes sociais já fazem parte da realidade da maioria das pessoas, por isso cada vez mais elas têm sido utilizadas como estratégia para aumentar as vendas. Além disso, o baixo custo de investimento e o bom retorno junto aos consumidores justifica essa escolha”, comenta o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “As pessoas estão mais conectadas e buscando vários canais para pesquisa antes de adquirir algum produto. Desta forma, é fundamental que os empresários estejam presentes no ambiente digital, aumentando assim a sua divulgação”, acrescenta. Entre as redes sociais apontadas na pesquisa, a preferida é o Instagram, com 72,1% das respostas.

Também foram citadas como estratégias* para aumentar as vendas: decoração da loja (30,6%); atendimento qualificado (27,2%); flexibilidade no pagamento (22,3%) e promoção/liquidação (13,3%). Além das redes sociais, outras formas de divulgação* que os comerciantes pretendem utilizar são: adesivo na vitrine da loja (35,9%) e site da empresa (13,3%). (*) Resposta múltipla

Seis em cada dez empresários estão otimistas com as vendas para o Dia das Crianças

A estimativa da CDL/BH é que R$ 2,27 bilhões sejam injetados no comércio da capital em função do Dia das Crianças e a expectativa de crescimento é de 2,1% nas vendas em relação ao mesmo período de 2018. Esse percentual é maior que o do ano passado, que foi de 1,87%. “Essa expectativa um pouco mais alta reflete a melhora do cenário econômico. Com o processo de recuperação da economia, mesmo que em ritmo lento, as pessoas deverão presentear mais, contribuindo para a retomada do crescimento do setor”, explica Souza e Silva.

Os empresários de Belo Horizonte também estão otimistas com a data, a maior parte (60,5%) acredita que as vendas irão aumentar no Dia das Crianças deste ano. Já 30,6% dos entrevistados esperam que as vendas sejam iguais as de 2018 e apenas 9% consideram que o resultado deve ser pior. No ano passado, o percentual de lojistas pessimistas era maior (23,2%), porém fatores como o avanço da reforma da Previdência, a liberação dos saques do FGTS e a redução da taxa de juros têm devolvido a confiança dos empresários.

Com a perspectiva de alta nas vendas, a maior parte dos empresários (45,2%) irá aumentar o volume do estoque para atender a demanda da data.  Os lojistas que mais pretendem investir em produtos para as vendas no Dia das Crianças estão, respectivamente, nas regionais Centro-Sul, Noroeste e Venda Nova.

Para os empresários, as roupas e os brinquedos devem ser os produtos mais procurados para presentear no Dia das Crianças

O levantamento da CDL/BH apontou que as roupas (38,9%) e os brinquedos (33,6%) devem ser os principais itens adquiridos pelos consumidores para presentear no Dia das Crianças. Segundo o presidente da CDL/BH, esses produtos têm uma boa procura devido a variedade de opções e preços. “As peças de vestuário estão sempre entre os presentes mais procurados nas datas comemorativas, pois se encaixam bem no orçamento das famílias. Já os brinquedos costumam agradar bastante as crianças”, afirma. Em seguida estão: calçados (15%); jogos (10,3%) e livros (8%). (*) Resposta múltipla

Em relação ao número de presentes, a maior parte dos empresários (55,5%) acredita que os consumidores irão comprar apenas um produto.

Tíquete médio esperado (R$ 91,21) apresenta redução em comparação ao de 2018

Os lojistas da capital acreditam que os consumidores irão investir um valor menor este ano no presente do Dia das Crianças. A expectativa é que o tíquete médio das compras dos belo-horizontinos seja de R$ 91,21 para cada presente. Em 2018, o valor esperado era de R$ 106,25. “O processo de recuperação da economia ainda vem ocorrendo em ritmo lento e o número de pessoas desempregadas, mesmo que apresentando redução, continua alto. Por isso, a expectativa é que o valor a ser desembolsado para compra dos presentes seja menor”, esclarece o presidente da CDL/BH.

Mesmo com o tíquete médio em R$ 91,21, a maioria dos empresários (53%) acredita que os consumidores irão desembolsar até R$ 50 para a compra dos presentes. E o valor a ser desembolsado também pode variar de acordo com o produto escolhido. A expectativa dos empresários é que o tíquete médio para quem for adquirir calçados fique em R$ 88,33, já para as roupas deve ser de R$ 74,75. Para os jogos, o valor está em R$ 64,52 e para os livros, R$ 54,17.

Pagamento à vista será a forma de pagamento mais utilizada

Para a maioria dos empresários (65,8%), a forma de pagamento mais utilizada para as compras do Dia das Crianças será à vista, sendo realizada da seguinte forma: à vista no cartão de crédito (39,5%); cartão de débito (23,3%); dinheiro (2,7%) e à vista no cheque (0,3%). Já o pagamento parcelado será feito no cartão de crédito (30,9%); no cartão da própria loja (2%) e no carnê/crediário (0,3%).

Fatores que podem influenciar no momento da compra

Na opinião dos comerciantes, entre as principais alternativas que podem ajudar a aumentar as vendas na data estão: liquidação/oferta de produtos (28,9%); divulgação (19,6%); aumento do emprego (12,3%) e atendimento qualificado (5%). Já 6,6% dos entrevistados responderam que nada pode ajudar a aumentar as vendas.

Em contrapartida, as opções que podem prejudicar o desempenho do comércio, segundo os lojistas, são: desemprego (32,6%); diminuição da renda dos trabalhadores (10,6%); baixo crescimento econômico (9,6%); falta de agilidade e cordialidade no atendimento (8,6%); falta de dinheiro (6,6%).

Metodologia – Foram entrevistados 300 empresários de Belo Horizonte, nos principais corredores comerciais, no período de 26 de agosto a 12 de setembro.